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sexta-feira, 19 de abril de 2013

APRECIAÇÕES DE ONTEM E DE HOJE: UM (RE)AGRADECIMENTO

Ligeira actualização no final do artigo por esquecimento de algumas pessoas que não era suposto esquecer:

Com a gratuitação (isso existe mesmo ou sou só eu a inventar) da versão electrónica de "Um Cappuccino Vermelho" estou em vias de ter tantos leitores brasileiros como portugueses. Nesse sentido, este post pretende ser uma súmula de todos (ou quase todos) os comentários que foram feitos ao meu livro - tanto aqueles publicados em blogues, como em outros sítios por esta net fora. Divulgarei todos quanto pude encontrar, não importa se gostaram ou não. Aqui fica um agradecimento a quem ainda não agradeci e um reagradecimento a quem já agradeci mas agora agradeço outra vez para não ficarem a pensar 'então, mas ele agradece a uns e não agradece a outros?' Obrigado a todos e todas. (A propósito, este é o post onde o termo 'agradecer' e suas variantes foi mais vezes usado.)

Cá vamos:

Começo pela crítica da Patrícia Santos, do blogue Chaise Longue, publicada a 18 de Fevereiro de 2012. A Patrícia foi a primeira pessoa que leu o livro sem me conhecer, não o apreciou muito por aí além (nas suas palavras "Uma leitura que prometia mas em que acabou por faltar quase tudo. Fica a ideia."), mas teve o trabalho de ler e de dar a sua opinião. Não sendo a opinião que eu mais teria gostado, não posso deixar de lhe agradecer.



A Rita Ribeiro, do blogue A Magia dos Livros, teve uma opinião mais positiva, embora não tenha deixado de apontar algumas falhas cuja inexistência no seu entender, teriam tornado a história muito melhor. Registei as dicas e tê-las-ei em consideração para próximos trabalhos.

Mais ou menos pela mesma altura, recebi também a minha primeira crítica em jornal, neste caso pela Andreia Gonçalves, ex-jornalista do Jornal do Barreiro. Mantinha (e ainda mantenho, embora não com tanta regularidade) uma relação de cronista com esse periódico e a ele lhe devo muita da divulgação que consegui na minha zona de residência. O mesmo é válido para o extinto jornal O Rio, cujo Director e faz-tudo José Apolónia que desde o primeiro momento deu-me todo o apoio e espaço que lhe eram possíveis.

Bruno Franco, autor do livro "O Novo Membro", publicado pela Corpos Editora, elogiou a escrita e a história, sem deixar de apontar alguns elementos que, no seu entender, não funcionaram lá muito bem.
O Bruno foi um dos autores que eu contactei, via Goodreads, no sentido de trocarmos obras e opiniões. Podem ler a minha opinião a "O Novo Membro" aqui.

Tiago Gonçalves, autor dos livros "De Uma Só Sorte", publicado pela Edita-Me, e "Não Fomos Nós Dois", e "Apenas Uma Voz: Diário de Um Call-Center", publicados pela Edium, foi outro dos autores contactados para troca de obras e opiniões. Em relação a "Um Cappuccino Vermelho", admitiu não se sentir muito atraído por este tipo de obras, o que não o impediu de gostar deste livro. É como eu digo: às vezes precisamos de sair da nossa praia. O Tiago arriscou e, diz ele, não se sentiu defraudado. Ainda bem.
Podem ler a minha crítica ao livro "Não Fomos Nós Dois" aqui.



A Liliana Novais, do blogue Os Livros Nossos, teve uma opinião semelhante à da Rita Ribeiro: gostou, mas poderia ter sido melhor. Pois poderia. Estou certo que o próximo será (ainda) mais do teu agrado. Acrescente-se que além de blogger, a Liliana Novais é uma das autoras mais activas no blogue Fantasy & Co.

A crítica da Ana Ferreira, do blogue Illusionary Pleasure, foi uma das mais assertivas, ferozes e detalhadas que eu jamais recebi. A Ana dissecou o meu livro até mais não, apontando pontos bons e pontos maus, como quase mais ninguém fez. Essa honestidade e objectividade valeram-lhe a recompensa (ou castigo, conforme a perspectiva) de ser uma das duas pessoas escolhidas para dar uma vista de olhos no texto final do meu próximo romance: A Imagem. Entre a sua actividade como blogger, designer e revisora, a Ana Ferreira escreve também contos e está a preparar o seu primeiro romance. Esperemos para ler.


A Adelaide Bernardo, do blogue Poeira Residual, é uma amiga de longa data, por isso não hesitou em ser honesta e "chamar os bois pelos nomes". Diz ela que: «O livro revela uma estrutura cuidada e pensada, sem discrepância de pormenores. Embora não seja original, a intriga é intrigante e coerente com as idiossincrasias deste pais à beira mar plantado.». Devo dizer que, no momento em que a Adelaide leu o meu livro, eu tinha quatro livros dela emprestados há mais de dez anos. Que ela, ainda assim, tenha tido a capacidade de ser objectiva é algo que eu muito admiro.

A Carla Soares, autora do romance "Alma Rebelde", editado pela Porto Editora, e responsável do blogue Monster Blues, admite que esperava mais a partir da premissa que eu apresento. Não fossem algumas falhas de revisão e algumas opções narrativas teria gostado mais. Apontado, Carla.

A Andreia Ferreira, autora dos romances "Soberba Escuridão" e "Soberba Tentação", editados pela Alfarroba, e responsável do blogue d311nh4, elogiou a escrita e o enredo, mas criticou as repetições e o excesso de detalhe em situações sem importância. O final tem várias pontas soltas, na opinião da Andreia, e se é verdade que algumas delas foram propositadas, seria desonesto da minha parte dizer que foram todas. Todas foram ou serão aproveitadas para futuras histórias, o que não invalida o facto de no momento em que escrevi o "Um Cappuccino Vermelho" pela primeira vez esse propósito ainda não existir.

A Olinda Gil, do blogue rabiscos, rascunhos e limitada, fez o esforço de sair um pouco da sua praia e experimentar novos ares - ela é mais contos, parafraseando o senhor Perfeito Calhau, perdão José Severino -, neste caso novos sabores. Gostou do enredo de "Um Cappuccino Vermelho" e da forma como este foi desenvolvido, apesar de não ser cem por cento original. É verdade. "A linguagem utilizada é correcta, mas é uma linguagem muito directa que não aprecio muito. Claro que isto é só uma opinião pessoal. Sei que há muito quem goste deste tipo de linguagem, e tendo em conta isso e o enredo, acredito que seja uma obra que venha a agradar a muitos leitores." Oxalá estejas certa, Olinda.

De além-mar recebi o feedback da Vitória Londero, do blogue Quintissência. A Vitória descobriu "Um Cappuccino Vermelho" por acaso quando andava à procura de um livro para ler no iPad. Atraída pela sinopse, gostou muito da história, embora a diferença de vocabulário (não tem nada a ver com o Acordo Ortográfico), por vezes, a tenha deixado confusa. Nada, diz ela, que tenha atrapalhado a leitura.

Daniella Souza, outra leitora brasileira, do blogue Canastra Literária, elogiou a escrita, a intriga e a tensão. Ela recomenda, e eu agradeço.



Desde que disponibilizei este livro no Smashwords (e por consequência em outras plataformas como a Kobo, Barnes and Noble, Nook, Diesel, Livraria Cultura, etc.) que tenho recebido bastante feedback um pouco de toda a parte. Aqui fica o meu obrigado ao Italo André Oliveira, à Bruna Costa, ao Charles Barroso, à Lindy, à Jamille, ao fttonhosol, à Letícia, ao Grobsch, à Maressa, à Nany, ao Paulo, à Tania Mara, ao Gilberto, à Suzana, à Marcela, à Raquel, à Angelica, à Djany, à Flávia, à Be, à Laura e a tantos outros que leram sem se identificar.

Obrigado também à Liliana Lavado, ao António de Macedo, ao David Soares, e a tantos outros pelas palavras construtivas.

Last, but not least, um agradecimento particular à Maristela Elias e à Sara Lecter (aka Vandinha Adams), duas leitoras brasileiras que conheceram este livro desde a sua versão primordial.

Portanto, feitos os agradecimentos, amanhã ou isso farei um post sobre entrevistas e depois prémiozinho para os meus leitores estimados.

Última nota: esta manhã coloquei "Um Cappuccino Vermelho" à venda no XinXii por 1,99€. Perguntam vocês: "Mas por que razão haveremos nós de gastar 1,99€ por esse magnífico livro, quando podemos obtê-lo de graça no Smashwords e etc?" Por uma simples razão: pessoas que se dêem ao trabalho de gastar 1,99€ pela edição electrónica de "Um Cappuccino Vermelho" terão igual desconto na edição em papel de "A Imagem". Pensem nisso.

Actualização: Com a pressa esqueci-me de referir alguns nomes que acho justo mencionar. Aqui fica o agradecimento à L. C. Lavado, ao Carlos Silva, à Inês Montenegro, ao Vítor Frazão, à Aset Hekau, ao Pedro, ao Rui, à Olívia, à Leila, à Cristina, a outra Cristina, à Sofia, à Yasmin, à Alexandra e ao namorado da Vera.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Crítica no Jornal do Barreiro


Lançado há menos de um mês, o meu livro "Um Cappuccino Vermelho" tem reunido boas críticas junto do público e da imprensa. A mais recente foi publicado na edição de 30 de Março do Jornal do Barreiro, a qual reproduzo aqui na íntegra.

Imagens, humor e crítica
por Andreia Lopes
No seu primeiro livro – lançado em edição de autor – Joel Gomes mostra ao público uma história com alguns elementos visuais, assim como o uso de frases incisivas e ritmadas, o que também revela as suas potencialidades enquanto guionista. É, por isso, um enredo um tanto ou quanto visual, o que estende, também, ao próprio grafismo da obra, que conta com duas capas diferentes. Uma branca e outra preta e o cappuccino vermelho nas duas.
Ao longo das páginas do livro de Joel Gomes, pode sentir-se, por muitas vezes, o cheiro do café. O café que desperta as palavras que podem matar. E matam. Quando a realidade se confunde com a ficção e já não se sabe o que é a verdade e o que está a acontecer.
Neste seu policial, Joel, através do uso de uma linguagem simples, emprega também marcas suas de originalidade, que fogem a padrões existentes. E isso pode ver-se através da inclusão de elementos pouco comuns, como o de um assassino que se desloca de transportes públicos para matar.
Depois, há também espaço para o humor, uma marca muito característica do autor que não hesita em fazer uso da sua acutilância, bem como do seu olhar de cronista e de crítico que mostra retratos da humanidade e da sociedade. “Como não gostava de peixe, era fácil encontrar defeitos onde eles não existem”. Este é apenas um exemplo disso.
Podemos também falar de Jão, Ricardo e Laura. Os três personagens principais de Um Cappuccino Vermelho. Personagens que entram num triângulo sem o saberem. Ricardo, o assassino-escritor que gosta do que faz e que tem pela frente uma cruzada para mudar o mundo. João, o escritor que vê a ficção a confundir-se com a realidade. E Laura e a sua capacidade de manipular os outros.
Um Cappuccino Vermelho pode ser o primeiro livro de uma trilogia de Joel Gomes. Na verdade, preparado já está o seu segundo volume, A Imagem. Uma obra que parte de alguns personagens conhecidos nesta sua primeira obra e prepara “um retrato único da natureza humana”. Dois dos capítulos de A Imagem podem também ser lidos na primeira obra do autor que escreve para si e “depois para o público”.